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24.02.2016 - 11:25

Procurador-geral do MPE-MS promete conclusão da Coffee Break até abril

CGNews
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Procurador-geral do MPE-MS promete conclusão da Coffee Break até abril

No fim de março até, no máximo, a primeira quinzena de abril, as investigações da Coffee Break serão concluídas, afirmou, nesta quarta-feira (24), o procurador-geral do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), Humberto Brittes. Ele está na Assembleia Legislativa de MS para apresentar um projeto para eleição de procurador do Ministério Público.

A Operação investiga se houve esquema de compra de votos na cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014. No fim do ano passado, o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Marcos Alex Vera, que conduz a apuração, entregou o relatório com as informações.

Segundo Brittes, a fase atual é de análise dele. Nesta fase, acrescenta, mais pessoas podem ser ouvidas. “Esse relatório é apenas uma formalidade, um norteamento para que possamos adicionar novos fatos à investigação”, disse. Depois disso, o MPE tem duas opções: entregar denúncia ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) ou arquivar as investigações, caso entenda não ter provas suficientes.

Questionado se a investigação pode decidir tirar algum fato ou elemento da apuração, o procurador afirmou que a tendência é que novos fatos e mais provas sejam acrescentadas, não o contrário.

Sobre a Operação Lama Asfáltica, que apura desvio de dinheiro em obras do Estado, Humberto Brittes afirmou que a investigação está “em pleno andamento” e não tem previsão de conclusão. “Os promotores são independentes para conduzir as investigações”, disse.

Ele prometeu que, assim como a Operação Lava Jato, ambas as investigações no âmbito do Estado e Campo Grande terão resultados, “de acordo com as ações e provas coletadas”.

Operações - Tanto a Coffee Break quanto a força-tarefa do MPE nasceram do compartilhamento de provas da operação Lama Asfáltica, realizada em 9 de julho pela PF (Polícia Federal). O alvo foi desvio de dinheiro em obras com recurso federal, o esquema envolvia empreiteiros, servidores e a cúpula da ex-gestão estadual.

Já a operação Coffee Break foi deflagrada em 25 de agosto e resultou, de imediato, no afastamento do então prefeito de Campo Grande,Gilmar Olarte (PP), e do presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar (PMDB).

A operação, que ainda deteve empresários e vereadores, surgiu após a imprensa divulgar gravações da ação da Polícia Federal. Lá, a senha para a propina seria a expressão “tomar um cafezinho”.

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