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Outubro Rosa: AGU participa da campanha de conscientização contra o câncer de mama
Quem passa em frente a monumentos ou instituições públicas à noite já deve ter notado que eles mudaram de cor e ganharam uma iluminação rosa. A ação anual faz parte da Campanha Outubro Rosa, que visa conscientizar a população sobre a importância de prevenir o câncer de mama. A doença já é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres e também atinge 1% dos homens.
A Advocacia-Geral da União (AGU) também participa da mobilização e já mudou a iluminação de vários prédios da instituição. Além disso, prepara outras ações de conscientização para o mês. Segundo a advogada-geral da União, ministra Grace Fernandes Mendonça, a prevenção e o conhecimento do próprio corpo ainda são as melhores opções. “A campanha Outubro Rosa relembra todas nós mulheres a importância da realização de exames preventivos contra o câncer de mama. A AGU adere à campanha e conclama as mulheres da nossa instituição a adotarem os cuidados preventivos capazes, muitas vezes, de salvar vidas”, afirma.
A ministra está correta na afirmação: a detecção precoce da doença aumenta consideravelmente as chances de cura, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). E as recomendações das instituições de saúde para a prevenção são simples e podem ser seguidas por qualquer mulher sem ações invasivas. A primeira é conhecer o próprio corpo. Observar as mamas, forma, textura e regularmente apalpá-las. De acordo com estudos do instituto, em 90% dos casos o principal sintoma do problema é um nódulo nas mamas ou próximo à axila. A segunda recomendação é fazer acompanhamento médico e mamografia com frequência a partir dos 50 anos de idade.
Caso tenha observado alguma diferença nos seios, a mulher deve procurar um ginecologista ou mastologista. A procuradora-geral da União, Izabel Vinchon, convoca as mulheres da Advocacia-Geral da para os cuidados. "O Outubro Rosa destaca a relevância do cuidado e atenção que a mulher deve ter com seu bem mais precioso: a saúde. Com a prevenção, o câncer de mama não tem vez", diz.
A doença não é brincadeira. Se não for tratada corretamente, pode levar a morte. Só em 2013 foram contabilizados 14.206 óbitos em consequência do câncer de mama no Brasil. Em 2015, foram diagnosticados 57.120 novos casos. A servidora administrativa, Odete Aparecida Carneiro, lotada na Procuradoria Federal do Paraná, lembra que aparentemente existe um aumento do diagnóstico fora da faixa de risco. “Atualmente, o número de câncer de mamas nas mulheres com menos de 40 e 50 anos está aumentando. Para todas as mulheres, fica o um recado: cuidem-se e amem-se, pois, as famílias e a sociedade dependem das mulheres maravilhosas que estão aí”, diz.
A boa notícia é que, segundo o Ministério da Saúde, a alimentação adequada, nutrição e atividades físicas regulares podem reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Mulheres que amamentaram também tem vantagens. Para a servidora administrativa Patricia Martins Silva da Procuradoria Seccional Federal em Joinville, a ação é um poderoso instrumento de alerta, uma vez que todos os canais de informação participam diretamente desta campanha. “Nós, mulheres, envolvidas em nossas rotinas diárias, muitas vezes deixamos de dar a devida atenção a este assunto. Assim, quando nos deparamos com esta campanha, somos levadas a pensar um pouco em nós e em nossa saúde”, pondera.
A mobilização
A campanha surgiu nos Estados Unidos, mas atualmente é realizada em diversos países do mundo. O movimento ganhou força a partir de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure realizou uma corrida em Nova York para conscientizar sobre a prevenção da doença e distribuiu laços rosas aos corredores. O objeto se tornaria o maior símbolo das ações.
No Brasil, a primeira iniciativa foi a iluminação de rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, conhecido como Obelisco do Ibirapuera, localizado em São Paulo, em 2002. Seis anos depois foi a vez do Cristo Redentor aderir à ação. No mesmo ano, vários monumentos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal também mudaram de cor.
Senado Federal
Além da AGU, outras instituições também se mobilizaram para alertar à sociedade e servidores. É o caso do Senado Federal, que iniciou a campanha em uma cerimônia com 200 pessoas. Além de iluminar o prédio, o órgão lançou a exposição fotográfica Viva Vida, que fica aberta à visitação até o dia 14 de outubro. A mostra combina fotografia e relatos de mulheres mastectomizadas. A advogada-geral da União foi uma das convidadas da solenidade.