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Rede de Controle da Gestão Pública - Mato Grosso do Sul

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13.12.2019 - 08:37

Setor privado também deve estar comprometido com a ética, afirma advogado-geral

AGU
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Setor privado também deve estar comprometido com a ética, afirma advogado-geral

Somente com a convergência entre os setores público e privado para uma atuação ética que o Estado brasileiro poderá se tornar justo e íntegro. Foi o que defendeu o advogado-geral da União, André Mendonça, durante a abertura da 1ª Conferência Internacional de Promoção da Integridade, realizada nesta quinta-feira (12/12) em Brasília.

O evento, organizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), debate os resultados dos programas de ética em organizações privadas e públicas, além de discutir experiências internacionais.

A um auditório lotado, o advogado-geral ressaltou que este é o momento mais propício desde a redemocratização para a união de esforços entre os dois setores. Ele afirmou que o Brasil precisa, sim, de uma esfera pública forte, mas é indispensável ao país um setor privado robusto, eficiente e ético.

“Nós só construiremos um Estado justo e íntegro, e aí é uma concepção pública de sociedade, se o setor privado estiver engajado”, disse. “É uma via de mão dupla [entre público e privado] para a construção do país, para a ética, para a integridade”.

O advogado-geral da União destacou, ainda, que a corrupção deve ser combatida em instituições de ambos os setores: “O problema da corrupção não envolve só o setor público. Envolve também o setor privado. Há a corrupção pública e há a corrupção privada. Às vezes, há as duas”, avaliou.

Na conferência, também foram divulgadas as entidades aprovadas no Empresa Pró-Ética, selo que premia ambientes corporativos considerados íntegros e transparentes. Ao começar sua fala na abertura do evento, Mendonça parabenizou as empresas ganhadoras, elogiou a capacidade delas de contribuir para o desenvolvimento econômico do país e pediu que seus representantes se levantassem na plateia, o que gerou uma onda de aplausos.

“Quem sabe [este selo ajude] até na obtenção de financiamento de bancos, que isso seja uma credencial para se obter taxas mais competitivas de financiamento das atividades de vocês”, desejou o advogado-geral, dirigindo-se aos empresários.

“Contem com a Advocacia-Geral da União, contem com a Controladoria-Geral da União. Mas, mais do que isso, contem com as duas instituições juntas nessa construção. Nós temos certeza de que nós vamos fazer muito em pouco tempo”, completou.

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